Arquivo de setembro, 2006

NAO SEI, NÃO SEI, NÃO SEI.

quarta-feira, setembro 13th, 2006

NÃO SEI, NÃO SEI, NÃO SEI.

 

 

Não me fale de ciúme!

Não me provou o motivo,

Que me forçou a saída 

Sem prumo e sem destino.

 

Impiedosa!

Pensa que a gente não chora!

Também tem um coração

O homem que é durão,

Sozinho não se acomoda.

 

Quem disse que homem é mal,

Certamente não conhece

Que é bobo, tolo;

Demonstra ser forte,

Mas é fraco, tão franco,

Que na despedida chora.

 

Cantei como o grilo na choça.

Você veio, beijou-me a fronte;.

Outro dia, olhou-me e corou.

Engasgou-se! Que horror!

Era o início do fim e tudo acabou.

 

Maldito encontro a que fui.

De sol a pino suei, suei…

De pé, na praia me alheei.

 

Agora faço o quê?

Não sei, não sei, juro que não sei!

Tenho que sair. Aonde vou não sei.

Vou-me embora, talvez.(Luiz Viana)

 

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O VAZIO DO DIA SEGUINTE

sábado, setembro 2nd, 2006

O VAZIO DO DIA SEGUINTE

 

Não deixes que te profanem

Como a multidão proclama.

Sê somente o que tu és,

Não procures quem te engana.

 

Exalas cheiros do agreste 

No leito às nuvens te leva

Aquele que tanto amas.

 

A boca que de beijar fica louca,

É a mesma que de desejos borbulha

Dá prazer ao homem de teu gosto

Que incendeia costumes em desusos

 

Gemes sem saber que é indecente,

Que os hóspedes escutam os grunhidos,

Que ecoam lascivos sem rimar,

Que acordam o que dorme a despedida.

 

Tempestade de beijo à noite inteira,

Casais se olvidam e mudam tudo.

Amam diferente dos demais,

Conservadores apostam que é loucura.

 

Deglutes saliva o tempo inteiro,

Versejas ária de Cantão.

Por que me ameaças com um adeus?

És louca, por que, então?

 

Á tarde em pranto descontente,

Tens saudades de tudo que passou.

Mísero amor é coisa de pedinte

Pior é o vazio que ficou.

 

Ama só àquele que te encanta,

Que fala ao sol, à lua e às estrelas. 

Sexo rápido é coisa de pimpolho,

Que é promíscuo e somente tu não vês!(Luiz Viana)

  

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