Arquivo de fevereiro, 2009

FELICIDADE

sexta-feira, fevereiro 20th, 2009

FELICIDADE

 

Eu nunca tinha amado tanto

que me sentisse outro ser como agora!

Você me mudou, fez-me criança,

deu-me carinho sem medida e anunciou para todos

que me ama.

 

Ficar ao seu lado é o presente

que eu ainda não tinha recebido. Realizo-me olhando em seus olhos,

adormeço quando fico em seus braços e

não mais acordo se seu beijo sentir.

 

O amor que me deu é o mesmo que lhe

guardei. Tenho motivo de sobra para a Deus agradecer.

Se um dia caminharmos juntos, para sempre,

é porque Ele assim o quis!

 

A vida traz-nos bons momentos quando vivemos

em paz e quando temos uma pessoa especial ao nosso lado,

colaborando com os projetos, e também com ações

que só nos enobrecem.

 

Chega um momento em que sentimos necessidade

de conversar com Deus.

 

A fase mais sublime de nossa vida é a do agradecimento,

 não só pelas coisas boas, mas também

pelas ruins, pois elas nos ensinam muito mais.

 

Apostar na felicidade significa amar a si mesmo.

 O amor ao próximo é o reflexo de tudo

que temos de bom.

 

Só amamos porque já somos, há algum tempo,

pessoas felizes.  E, por isso, quando dissermos que amamos,

é verdade, pois não faremos alguém feliz se não o

somos também.

 

Quando damos os braços, é porque o coração foi dado antes;

Quando oferecemos os lábios, os sonhos não mais são

dúvidas.

 

Não, eu não tenho dúvida de que sou feliz!

Eu me sinto voando por sobre nuvens,

em cujo azul do céu desenho, a ouro, nossos corações

para o mundo inteiro ver.

 

Ser feliz como sou, é sentir Deus

dentro de mim, e quero que O faça

também!

 

Quer saber como isso acontece? Ame-se muito e tenha

a pessoa que mais deseja! Ela é de fato tudo que você quería!

Ela existe!   Procure-a!

UM CASAL DE VELHILNHOS

quarta-feira, fevereiro 4th, 2009

Por
Luiz Alpiano Viana
*
Um mascate viaja pelo interior, e já no fim da tarde se preocupa com um local para dormir. A noite chega abruptamente. Muito cansado com o peso que carrega, avista, de repente, um casebre à beira do caminho.
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É uma casinha dessas de apenas dois cômodos que qualquer pessoa, por mais baixa que seja, dentro dela anda curvado. Sem pensar duas vezes, ele se dirige para lá. A porta é feita de varas transadas e por trás há um pano como quebra luz. Está fechada desde cedo, uma vez que seus ocupantes se recolhem logo que escurece.
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O visitante teme chamar já que é um desconhecido na região. Decide, então, e usa da linguagem de épocas passadas para dar uma conotação de paz, e diz: Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Espera um pouco. Depois de alguns segundos uma voz rouca e senil, responde: Deus seja louvado!

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Não tarda, e pelas brechas da porta, ele vê um vulto se aproximar, e, em seguida, acende uma lamparina. O velho puxa, em dois tempos, a porta de vara que fecha a residência. Ainda pelo lado de dentro cumprimenta o transeunte: Boa noite. Seja bem vindo! Manda-o entrar e sentar-se. Na saleta de visitas, o assento é um tronco sobre duas pequenas forquilhas fincadas no solo batido.

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A casa é simples, nela não há luxo nem dinheiro, mas, pobre de espírito. Sim, isso mesmo, um casal pobre de espírito. Tudo isso logo é comprovado através dos atos corteses e humanos por eles praticados. É uma gente humilde e sadia de bons costumes à moda antiga. Indaga ao velho, o homem, se pode dormir e prontamente é acolhido.

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O casal, com a simplicidade e generosidade de campesino, oferece-lhe água e um pouco de comida que sobrara da última refeição. Após o pequeno jantar, agradece aos Céus e trata de se ajeitar num canto da sala. Os dois idosos se recolhem para seu aposento.
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Meia parede, de aproximadamente 1,30m, separa-os do hóspede. O homem põe seus pertences de um lado e se aninha no outro, do jeito que pode, para dormir. O cansaço é grande e a dormida é desconfortável demais. Uns sons estranhos chamam-no a atenção. Ouve bem compassado: Hum… Hum… Hum… Ué! Que é isso! Será que há alguém doente aqui? Ou esses octogenários ainda praticam sexo? Não acredito! Com certeza o que ele escuta não é uma oração!
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Estica-se novamente no improvisado leito, no entanto, à medida que o tempo passa os gemidos aumentam ainda mais. Dá vontade de olhar por sobre a parede, só que acha deselegante e desrespeitoso. Aliás, nem precisa de esforço para ver quem está do outro lado, porém fica atento aos gemidos que não são de sofrimentos. Não se contém, larga da dormida, anda pouco mais de um metro até a parede do quarto. Levanta-se lenta, cuidadosa e curiosamente! Seu coração bate diferente do normal, e o hum, hum, hum, não cessa. Numa visão panorâmica vê tudo o que se passa dentro da alcova.

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E que surpresa! Nas redes armadas em paralelo, o casal está sentado de frente um para o outro e fuma no mesmo cachimbo! Quando o velho puxa a fumaça – e ainda de boca cheia – passa o cachimbo e diz: Hum…Sua companheira faz a mesma coisa, sorve a fumaça e lho devolve com a mesma expressão do marido: Hum! Nesse hum, hum, hum, ocupam alguns minutos, noite adentro, fumando.

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Apesar da prevaricação, o homem ri descontraído e os deixa quietos e volta à dormida despreocupadamente. Felizmente dorme como um anjo e no outro dia, ainda cedo da manhã, segue seu destino, deixando para traz um grande mistério: O mistério do amor! O amor existe e é extensivo a todos. Não importa a forma de praticá-lo. Faz bem, traz paz e equilíbrio. E para tê-lo não precisa ser rico nem viver em luxuosas moradias.
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