Arquivo de julho, 2010

AMOR SEM FIM

segunda-feira, julho 26th, 2010

Por
Luiz Alpiano Viana

Se o amanhã não vier,
é porque atendi ao chamado do Mestre.
Mas se eu não for,
contigo estarei e te levarei orquídeas do cerrado,
colhidas nas primeiras horas do amanhecer.

A caminho já está o velho entregador de rosas.
Das mais belas que encontrei,
numa vi teus olhos;
noutra, o sabor de teus beijos;
e na mais simples, a tua timidez de mulher feliz
e encantadora.

À noite, a lua – às pressas – tece nosso cobertor de linho,
e a praia como leito dos antigos poetas
envaidece-se por nos acolher sozinhos.

Todo o sentimento de mulher que tens
não divulgues por ser o antídoto de minha tristeza!
Quando dela sofro,
Logo cuidam tuas mãos de um carinho que cura
e sara sem mesquinhez.

Se lograr êxito meu desejo,
e tuas mãos se sentirem nas minhas,
o cântico melodioso da floresta ressoará sobre nós
e nos carregarão nas asas, os passarinhos.

Se as luzes de meus olhos te alcançarem,
é porque diluíram nossos sonhos em puro vinho.
E o amargo nas taças que eu encontrar,
haverá de estar comigo até o fim.

Aumenta, meus desejos, minha ansiedade.
Não fujas dos sonhos de minha alma
que se acendem como um raio com teu jeito de mulher.
Peço-te que me ames, que me beijes,
que me cheires, que me abraces.

Os versos que profiro de memória
são o perfil de quem ama sem melindres.
Tenho crido que o lugar onde moras
há muitas flores, lagos e jardins

Não voltes mais feia nem mais magra;
não voltes mais gorda nem mais bonita.
Mas volta tu mesma com tudo e mais,
que mesmo assim serás bem vinda!

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Foto site:zhuhai.expat9.com/files/slideshow/Endless%20Love.jpg
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Luiz Alpiano Viana, é um ipueirense apaixonado por sua terra natal. As suas memórias e saudades de Ipueiras estão sempre presentes em suas crônicas, a exemplo de “Saudade” e “O astuto cirurgião”, narrativas que trazem de volta velhas e boas recordações. Tendo morado na cidade de Crateús/CE e em Brasília/DF, atualmente reside em Forteleza/CE e é funcionário aposentado do Banco do Brasil.
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POEMA DO FIM

quarta-feira, julho 21st, 2010

O POEMA DO FIM

 

 

 

O céu estava assaz azul naquele dia. O sol a pino queimava-me o rosto e quando me dei conta chorei a mais escura noite de minha vida. Até pensei que nunca mais a beijaria!

 

Sorrir é o melhor remédio para, a cântaros, não chorar tanto; se nos seus olhos me vejo, como amanhã vou me olhar? Há dias que eles são verdes e noutros, azul do mar; percebo que fui feliz e agora mendigo a paz.   

 

Ah! Não posso, no dia dos namorados, emudecer o coração, enchendo-o de tristeza e mágoas. Errei! Demais erramos! Não acredito no que fiz nem no de que foi capaz!

 

Se sente algo lhe apertando o peito é porque ainda existe amor no coração! Perdoe-me, que eu também quase morri! Quando em casa cheguei, num canto do sofá caí, e nunca mais me levantei… De lá só sairei quando me disser que eu nada fiz para sofrer o desagrado.

 

Se eu for mesmo o seu príncipe encantado, como princesa sem súdito me leve, para o Castelo, e me tenha eternamente escravizado. Não a quero perdê-la! Mas se isso for a minha sina, que aconteça logo antes que o dia amanheça para ninguém me vir morrendo de saudade.

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