Arquivo de fevereiro, 2011

TOBY

sábado, fevereiro 26th, 2011

TOBY

 

TOBBY

 

Toby é um cão muito querido, vem da linhagem de poodle. Tanto as pessoas adultas quanto as crianças adoram-no.Poodle de origem!

Corre às léguas com medo de fogos de artifício! Debaixo da cama é o lugar preferido para se esconder. Até mesmo da explosão de uma simples bolinha de aniversário, tem medo. 

Na época das grandes chuvas, à noite, era um tormento. Quando o relâmpago abria que clareava todo o interior do quarto, ouvia-se, imediatamente o grunhindo delem como que estivesse pedindo socorro. De pé, com as patinhas dianteiras sobre o colchão, olhava para mim, fungava como quem pedisse pelo amor de Deus que se lhe colocasse num lugar seguro. Não era possível colocar um cão na cama, mas ele insistia como uma criança, daquelas melosas, que quer carinho, chamego e um ossinho para escovar os dentes. Eu não lhe permitiria isso. Seu pedido era rejeitado, até por que, se lhe fizesse uma vez, assim o seria para sempre. Já bastava a convivência que se tem com ele, mimado como um ser humano. As pessoas da casa são muito generosas, pois lhe dão todos os carinhos do mundo.

A cama onde dorme é um travesseiro com a aparência de um pequeno colchão de boneca. De um lado tem água à vontade, e, do outro, rações especiais em abundância. O estranho é que quando pega no sono ronca muito, e, muitas vezes, confunde-se seu ronco com o das pessoas que dormem no mesmo quarto.

Acordamos – quase sempre bem cedinho da manhã. Ele também desperta e já começa sua própria labuta que não é diferente da do dia anterior. Na cozinha, sob nossos olhares, acocora-se, de cara para cima espera que se lhe dê um petisco. Cheio de querer, não come do que a gente come! Logo se percebe que é muito exigente. Se se põe pão, não quer… Se lhe mostro um pedaço de maçã, também não… Acho que comeria pêra! Eu penso… E quando lhe mostro uma prova, simplesmente cheira, dá uns três fungados como se aquela comida estivesse estragada para seu estômago!

No banheiro, lá está, sentando nas patas traseiras, de frente para o aparelho sanitário, olhando-nos com a cara de cachorro desconfiado. Já pensou num cachorro seguindo nossos passos?

– Toby, eu não entendo por que rejeitas a comida dos humanos! Lembra-te que és um animal doméstico, e não, gente! Mas, diante de toda essa história de cão, mudei de opinião! O ser humano, em alguns momentos da vida, perde feio para ti em comportamento e doçura! Parabéns!

Não aprovo também nem um pouco quando desces e urinas os quatro pneus de meu carro. Se não sujares mais os pneus do carro, eu até te recompensarei: Dar-te-ei um pedaço de queijo no café da manhã! Combinado?

Os cães apenas não falam, mas, entendem tudo que a gente conversa, principalmente quando o assunto é sobre eles. O Toby é assim, entende tudo que se fala.

Ah! Eu te prometi uma caixinha de traques. Aquelas pequenas imitações de fogos de artifícios. E me parece que tiveste sorte! Não encontrei. Estou te devendo essa, embora eu saiba que não toleras tiros, explosões de traques, etc! Eu gostaria de te veres correndo assustado, sem um lugar para te esconderes. Morreria, eu, de rir!

Tu és medroso demais, Toby! Vê que não és mais um bebê! Dez anos de vida já se passaram, e ainda tens medo de trovão, relâmpagos? É providencial que cresças e amadureças. Não esqueças isso! Cuida-te. Não esperes só pelas sobras dos fartos!

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