Arquivo de setembro, 2011

O NÓ DA BLUSA

quarta-feira, setembro 21st, 2011

O NÓ DA BLUSA

(Texto de Luiz Alpiano Viana)

O dia estava realmente lindo com céu de brigadeiro e provavelmente com mar de almirante!

Ela vestia-se de blusa vermelha. A cor preferida das mulheres de pele branca. O vermelho é a cor da paixão e do sentimento. Simboliza o amor, o desejo, mas também orgulho,  violência,  agressividade e poder. A blusa tinha como referencial um lindo laço atrás que caía por sobre suas nádegas, transformando-as ou arrebitando-as como querem as mulheres. Vaidosas ao extremo, elas são. Nenhuma é diferente da outra nesse aspecto. Primam sempre pela atualidade. Estão sempre de olho nas roupas em voga.

Aparentemente era uma tarde como qualquer outra, mas se transformou num dilema: eu não conseguia desatar duas faixas da blusa que eram amarradas para trás como adorno e se transformavam num laço de duas pontas. Nesse meio havia um nó, e estava bem amarrado. Cada vez que a gente mexia, mais apertado ele ficava.

Como pode um casal de namorado não saber desmanchar o nó de uma blusa? O interessante é que ficava na parte detrás de uma linda blusa estampada de vermelho, matizada com pequenos traços pretos. Na parte superior das mangas tinha uma abertura, e através da qual viam-se perfeitamente seus ombros em prece de cupido. Eles pediam para serem tocados. Sim, era exatamente isso que eles queriam! E fí-los.

O vermelho é a cor característica das mulheres loiras de sorriso sensual; bonitas todas são, porém as loiras me desbancam! Seu lado feminino desenhava sem exagero uma mulher desejada e admirada. A mais feminina criatura que já conheci, sorria doce e delicadamente. Interessava-me urgentemente, desfazer-me daquele maldito nó. Nem eu nem ela queríamos nó em nossa vida, principalmente naquela hora em que os deuses do amor batiam palmas para nós e proclamavam vitória. Numa tarde tão linda em que o amor se agigantava como um monstro sagrado, não poderia um simples nó causar tamanha injustiça. Nossos corpos queriam a nudez completa da liberdade total. Clamavam por privacidade nossos desejos. Como ter privacidade se um de nós não conseguia se livrar de uma simples e pequenina peça do vestuário!

Chegou-me taciturnamente lembrança do poema de Carlos Drummond de Andrade em que diz que no meio do caminho tinha uma pedra… Em nosso caso não era uma pedra, mas um complicado nó! Ninguém conseguia desmanchá-lo apesar das inúmeras tentativas a que nos submetemos.

Com seu jeito de mulher inteligente inovou: Com a maciez dos olhos, o tato dos desejos e o sabor dos gestos enlouquecia-me cada vez mais. Eu estava trocando tudo! Estava anestesiado, meio tonto e tremia como uma vara verde! Era muito para mim. Toda a beleza, candura e paixão ostentadas por ela, enchiam-me o ambiente de uma loucura gostosa que só os que amam dão testemunho seguro.

Tentava ela delicadamente desmontar o intruso nó! Sugeri-lhe, nervoso, que o deixasse quieto! Não tínhamos como dele nos desfazer senão abandoná-lo. Restava-nos apenas esquecê-lo sem demora!

Nunca imaginei que o desgraçado de um nó causasse tanto alvoroço, desconforto, constrangimento e ansiedade a um casal num dos seus primeiros encontros. Eu não sabia que um nó dava tanto nó! Eu queria a todo custo desatá-lo! Desistimo-nos dele, deixamo-lo em paz para em paz também ficarmos nós. Não queríamos perder mais tempo com aquilo. A decisão foi tomada por unanimidade! Era mais prudente abandonar o projeto de desatar nó apertado. E foi a coisa mais certa que fizemos! Outras medidas mais urgentes foram tomadas de imediato e o dia acabou. Dizem que quando a música é boa o tempo voa! Ficou somente a saudade que ainda despenca assustando, amedrontando…

Ela voltou para casa com o nó ainda mais apertado.  Nem imaginava que ao chegar a casa quem o desataria seria seu mais querido rebento! Envergonhada ficou quando lhe perguntou: por que ficou tão apertado assim? Um sorriso maroto foi a resposta mais adequada para aquela inquirição!

Quem ama sofre!

BLA, BLA, BLÁ

domingo, setembro 18th, 2011

Bla, bla, blá –  é conversa sem conteúdo; conversa oca!

Na verdade quem só fez o segundo grau numa escola pública do interior nos anos 60 não pode mesmo ter conversa de doutor! Então, não me irritei ao receber o ultimato: para com esse bla, bla, blá! Manda quem pode e obedece quem tem juízo!

Dizem alguns dos que sentam nos bancos das unversidades que o analfabeto nada tem a oferecer. Mas um dia ele também pode ser chamado de Doutor! Por que não!

Pelo que se vê, para ser um desses “doutores” nem é preciso falar a língua de Camões nem a de Machado. Pois mesmo portadores dos famosos doutorados, pos-doutorados, os PhD’s e MBA’s da vida, alguns continuam mais ocos que os próprios analfabetos! Provavelmente nunca ouviram falar desses gênios da literatura! Suponho que algumas dessas peças nunca leram um livro completamente, mas mesmo assim são chamados de doutores! Se eu fosse um deles procuraria logo adquirir o hábito de ler e rezaria para nunca me perguntarem quantos livros  leio por ano.

QUANTAS DESPEDIDAS…

segunda-feira, setembro 12th, 2011

Texto de Luiz Alpiano Viana

Quando eu não mais puder te escrever é porque decerto já morri!

Mas mesmo assim liga o teu computador e relê tudo que eu disse.

Há de encontrar muita coisa que não leste e não adianta mais, querida!

Se nosso amor não progrediu aqui na terra, foi por falha de um dos dois,

Pois um não entendeu o outro em demasia.

 

O que mais desejo hoje é sem destino sair por aí…

Parar em qualquer lugar, não sei onde, o importante é estar contigo.

O meu amor por ti é tão grande que só tu nasceste mulher e só por ti me apaixonei, sabia?

Se tu nunca me entendeste, eu não sei dizer por que assim agias.

Só sei que te amo muito e por ti sofrerei o resto dos meus dias.

 

Se não mais me quiseres, responde-me, tudo aceito como fiz quando partias.

Se nunca leste os meus poemas não saberias quem por ti morria.

Se um dia lá no céu eu te encontrar, rogarei que me aceites, pois o bom é que lá ninguém briga!

Mas vou, sim, te querer mais uma vez. Se duvidas que exista amor, o meu por ti é imenso, acredita!

Quantos nesta vida querem ser amados e quantos nela abandonam numa despedida, alguém que descreve numa frase, todo o amor que no mundo existe.

CUIDE MAIS DE SUAS CHAGAS…

quinta-feira, setembro 8th, 2011

Texto de Luiz Alpiano Viana

Cuide mais de suas chagas antes que elas apodreçam não só seu corpo, mas também o espírito; se o remédio é bom, o doente o procurará sempre. Nós, como todos os doentes, precisamos de cura, de tratamento. Mas sabemos que muitos dos males têm origem, não só no coração, mas também no espírito, e só saram quando o amor estiver acima de todas as coisas.

Há quem prefira tratar o coração  namorando na relva, no chão batido das cabanas abandonadas, na grama dos parques, à beira de um lago, e até mesmo nos lugares mais inusitados. A areia fria da praia é também um dos lugares escolhidos por causa dos ventos matinais e das tardes primaverais de águas mornas e aconchegantes que só o litoral oferece.

Os que vivem sós estão mais expostos aos sofrimento, principalmente à solidão. E o motivo para tal sofrimento é a incerteza, a insegurança e o medo que a vida lhe trague sem que tenha tido tempo de pedir socorro. Ninguém consegue viver assim por muito tempo. O ser humano é um animal social. Reclama a presença de companhia e é evidente que seja do sexo oposto. O isolamento, se assim continuar, é o fim da espécie. O acasalamento é um imperativo da própria natureza. Todos os seres, racionais ou não, estão na mesma condição de dependência da raça.

A criança que ontem chorava nos braços da mãe pedindo-lhe o alimento materno, hoje, procura por uma companhia com quem divida, some e subtraia as alegrias e os horrores que a vida moderna possa proporcionar. A essa pessoa, não só pede carinho, mas também o direito sagrado de amar e ser amada. Amar – a partir de então –  é o que todos querem. Tudo é válido, não ignore nenhuma forma do sentimento maior quando ele é a chave do poder.

Ser feliz é o sonho de todos; é viver em paz para sempre e não é tão difícil como dizem. Por isso ame seu próximo como a si mesmo; tome a si como modelo e não tenha medo das tormentas noturnas, pois o caminho está aberto para todos. Aja com disposição. Pegue seu cajado e siga à frente da multidão. Seja o novo líder, o exemplo.

Ora as pessoas procuram quem tem dinheiro, ora quem possa dar o melhor conforto, vida boa: ora freqüentam bons restaurantes, ora ficam encarceradas em casa. Tanto o interesse material como o desânimo não constroem felicidade. Cada um tem noção própria sobre o assunto. Sabe-se, portanto, que todos querem viver bem acompanhados. Mas saiba que a felicidade vem de Deus! Quem não segui-Lo entrará em decadência!

Essa tal felicidade é pequenina, magérrima, cabe em qualquer lugar. Ela não discrimina, não cobra nada de ninguém. Pergunte mais sobre ela àquele que se julga a mais feliz das criaturas, e, provavelmente ouvirá uma descrição vaidosa e egoista porque poucas são as pessoas que são realmente felizes.

Viva a vida com inteligência! Sonhe, fantasie, crie monstros ou anjos com sua própria imaginação, mas o que procura está dentro de você. Não se embeleze com as futilidades que o rodeiam. Acredite que pode tudo. E como sabe o que quer não se olvide com nada já que também é um pedaço de Deus. É assim que ensina Jesus no seu código de crescimento e amor.

A experiência provou ao longo dos anos que felizes são os que se respeitam, aceitam as pessoas como elas são e se amam de verdade. Os ingredientes que compõem o conjunto felicidade são os mesmos que cada pessoa espera encontrar em sua alma gêmea.

É preciso conceituar melhor o que é de fato felicidade para essa gente que vive em busca de paraíso. Depois de feita essa explanação, a conclusão a que se chega é que você era feliz e não sabia. Talvez não saiba bem o que significa paz. Se soubesse não reclamaria tanto e se dizia feliz, pois que existem milhares de pessoas fazendo o mesmo sacrifício.

COISAS

quarta-feira, setembro 7th, 2011

 


NOSSA… QUANTA COISA!!!
INTERESSANTE!

MEUS AMIGOS:
Não sei quem é o autor dessa coisa, mas só sei que essa é uma coisa boa de ler
COISAS
 
 
 
 
A palavra “coisa” é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades. É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.
 
A natureza das coisas: gramaticalmente, “coisa” pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma “coisificar”. E no Nordeste há “coisar”: “Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?”.
 
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado. Já as “coisas” nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio. “E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios” (Riacho Doce, José Lins do Rego). Na Paraíba e em Pernambuco, “coisa” também é cigarro de maconha.
 
Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: “Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já.” E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.
 
Na literatura, a “coisa” é coisa antiga. Antiga, mas modernista: Oswald de Andrade escreveu a crônica O Coisa em 1943. A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas, e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.
 
Em Minas Gerais , todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem, que lá é chamado de “a coisa”. A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: “Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!”.
 
Devido lugar: “Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (…)”. A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro.“Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca.” Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
 
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!), seja quando canta “Alguma coisa acontece no meu coração”, de Caetano Veloso, ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).
 
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim! Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood, que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos, na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70. E no programa Casseta e Planeta, Urgente!, Marcelo Madureira faz o personagem “Coisinha de Jesus”.
 
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, “coisa nenhuma” vira “coisíssima”. Mas a “coisa” tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré (“Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar”), e A Banda, de Chico Buarque (“Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor”), que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou. Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva). E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: “Coisa linda / Coisa que eu adoro”.
 
Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração, Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração. Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos, o “rei” das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
 
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade (afinal,“são tantas coisinhas miúdas”). Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade (“ô coisinha tão bonitinha do pai”). Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal. “Esse papo já tá qualquer coisa…Já qualquer coisa doida dentro mexe.” Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano, que canta também: “Alguma coisa está fora da ordem.”
 
Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar. Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa. E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques. O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
 
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral. Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: “Agora a coisa vai.” Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!
 
Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer, um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta, Drummond radicaliza: “Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente.” E, no verso do poeta, “coisa” vira “cousa”.
 
Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.
 
Mas, “deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida”, cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda. Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento: “amarás a Deus sobre todas as coisas”.
ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA?

PROCURA-SE UM AMIGO

segunda-feira, setembro 5th, 2011

Texto de Vinicius de Morais

 

Não precisa ser homem. Basta ser humano, basta ter sentimentos, bastos ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.

Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos. Que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.

Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

%d blogueiros gostam disto: