Arquivo de dezembro, 2011

ROGO PELA PAZ

quinta-feira, dezembro 29th, 2011

Texto de Luiz Alpiano Viana

Rogo para o ano novo amanhecer coberto de paz; antes quero ver as borboletas azuis, o beija flor trinar e delicadamente beijar uma a uma das flores. Comigo ele não se preocupa nem se assusta e na varanda me debruço para vê-lo passar! Voa, para quando tem fome e bebe do cálice doirado da natureza incólume; olha o mundo lá do alto como fazem todos os pássaros.

Ah! Que eu fosse um deles! Eu iria aos mais lindos lugares do mundo e procuraria em todos os pomares a  rosa que canta o amor rebuçado de encanto. E lá deve estar! Ela é diferente de todas. Ah! Que eu soubesse onde plantaram a flor de todas as rosas! Eu diria loucuras em verso  e prosa; escreveria carinho, amor e ternura com os lábios umedecidos de desejos.

Dizem os mais sabidos do mundo que isso é coisa de poeta; nem sei o que são versos; de rima pouco entendo! A meu ver, ser poeta é viver eternamente apaixonado. Mesmo assim eu gostaria de ser um desses sujeitos que mexem com os sentimentos alheios e enfeitiçam de amor o coração dos namorados.

Ah! Que eu fosse mesmo um poeta! Eu escreveria… Eu escreveria… Eu escreveria versos, faria poesias! Mandar-lhe-ia rosas, aquelas de sua preferência!

Nem mais sei onde mora e como chegarão as rosas? Onde encontrar a musa inspiradora de tudo que escrevi até agora! Nem imagino para onde partiu! Sumiu! Não deixou endereço, nem recado, nem mesmo um bilhetinho de desprezo na parede de meu quarto!

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DESTINO

quarta-feira, dezembro 28th, 2011

DESTINO

Texto de Genedite Rodrigues  Torres

Certo dia, disseram-me que existe para todas as criaturas um abstrato chamado destino que cruza caminhos, promove encontros e reencontros. Na escalada da vida ele interfere profundamente no comportamento de cada pessoa devido à incerteza no futuro.

Nesse corre-corre que a vida nos proporciona, e a ânsia pela felicidade, tornamo-nos insensatos. Gostaríamos que a pessoa amada fosse tal e qual como idealizamos. Sabe-se, todavia, que é impossível. Justo seria que a outra parte apresentasse suas exigências.  O efeito disso seria mais ou menos: o daqui exige qualidades tais e o de lá faz coisa parecida, só que com mais exigência. Vê-se que nenhuma das partes são perfeitas e nem por isso calam, mas combram o que também não têm.

É grande a incapacidade do ser humano de moldar ou de mudar pessoa. Ainda bem que somos passivos de mudanças. Nesse campo consegue-se algum progresso através do respeito, da renúncia, acordos, tolerância e constância amorosa. A intenção é agradar a pessoa amada e com ela ter vida plena.

Justificaram-me ainda nessa mesma entrevista por que somos imperfeitos, que constantemente buscamos caminhos que nos levem à melhoria espiritual. Consta-me que perfeição é coisa exclusivamente do ser criador do tudo. Não existe perfeição nos humanos. Nós somos por natureza eternos aprendizes na grande Universidade do Mestre Jesus.

Na labuta de nossa existência galgamos degraus, mas também descemos de pedestais ricamente projetados por nós mesmos. A vida é uma escola e nela aprendemos amar, perdoar, sobreviver a terríveis vendavais que assolam corações desvalidos e falíveis.

Vi em páginas infindas que “amor é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito e com sete chaves”! Preocupo-me em guardá-lo ou deixá-lo fluir mundo afora em corações carentes. Esse amor não absurdo tem tudo a germinar, florescer, produzir frutos e sementes que darão continuidade à seara do Divino Pastor. O amor às vezes machuca e nos faz chorar, mas momentos há que rimos de tanta felicidade!

Se existe tal destino, onde estaremos? No início, no meio ou no fim? Se, no começo, quero viver; se, no meio, continuar a vida; se, no fim, não quero morrer? Quero estar num caminho sem fim, onde o amor me conduza sem aborrecimentos e sem medo de ser feliz!

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