Arquivo de setembro, 2012

SE NÃO AGUAR COM CARINHO, MURCHA

segunda-feira, setembro 24th, 2012

As flores só murcham quando não são bem cuidadas! Elas não mais morrerão! Aparece voluntariamente quem converse com elas todas as manhãs, falando de paz, de amor e de ternura! Haverá sempre quem lhes dedique um pouco de atenção, posto que sua beleza encanta até o mais simples jardineiro que passa!

Olhando-se mais detalhadamente de cabeça calma, sente-se cheiro de carinho e a ternura de um abraço. O aroma exalado das rosas lembra um passado bem recente!

Só se percebe que está sozinho quando é invadido de saudade. Tudo em volta é silencioso! Mesmo assim, insípido e vazio, o tempo não para. O lado direito da cama está totalmente desocupado. Não se consegue dormir, pois o pensamento se volta para o mesmo foco; a noite é de isônia. A presença de alguém para uma conversa de ânimo e auto-estima seria de fundamental importância. Mas quem se prestaria a essa doce e difícil tarefa? Naquela hora é notório o desgaste emocional. Sucumbir-se-ia, dentro de poucos instantes, se não estivesse preparado para tão brutal situação.

O coração diz que saudade mata, principalmente, aqueles que nasceram românticos, com a sensibilidade à flor da pele. Quantos já morreram por amor! Graças à sensibilidade de nossos escritores, temos lindos poemas, textos maravilhosos e obras de alto valor literário. Quem, usando seus mais nobres sentimentos, se arriscaria a escrever alguns versos, só para alimentar a saudade?

O peito de quem ama vive repleto de amor e bondade, mas também pode estar em pedaços, machucado, dolorido, e até emperrado. Nele falta tudo, não tem nada. Os altos e baixos que uma relação proporciona podem causar danos irreparáveis.

As mãos da pessoa amada são macias e delicadas, com o cheiro intrínseco que relembra os momentos de que se não esquece. Aprova-se, com evidente teimosia, tudo que for dito a esse respeito!

Quando se ama, mora-se no outro, dentro do peito! E Fica tão bem guardado que ninguém desconfia por onde andou, nem se pergunta o que fez. Acredita-se nesse amor que sem falar uma palavra, um gesto, os olhos dizem: “eu te amo muito porque conheço a tua sinceridade!” Já pensou que coisa linda é o amor que não tem segredo nem preço? Não há mentira quando existe amor. As brigas só existem porque tanto um quanto o outro ainda não são verdadeiros. Que horror! Enquanto a mentira contar estórias de tapeação, o amor morrerá, pois não resistirá. Ninguém duvida disso, então!

O romântico fantasia as coisas belas; pinta o aperto de mão com as tintas do desejo; costura as peças mais íntimas da saudade e faz jorrar no peito o encanto do ser amado; cuida, pois, para não morrer antes que se apaixone. Os projetos do presente com os sonhos de futuro são partes integrantes de uma bela relação.

Diz o poeta que a saudade como sofrimento e dor, sensibiliza e obriga a pessoa a pegar da pena para dizer que morre por alguém que mora do outro lado da cidade. Mas poucos têm o dom do amor profundo que aproxima um do outro e sem cerimônia abraçam-se delicadamente. De mãos entrelaçadas vão às nuvens mais altas, e de lá olham a terra azul como se fosse um grande lago projetado exclusivamente para um banho matinal.

Nesse ínterim o pensamento voa e faz quase tudo sozinhos como os adolescentes quando sentem saudade; os olhos parecem ver tudo, em todas as direções; os pés, mesmo doloridos da distância, caminham e chegam a lugares inimagináveis. Mas o amor supera todo o cansaço e produz os loiros, que surgem, surpreendentemente, na manhã seguinte  quando tudo volta à normalidade.

Somente o coração sabe guardar a vontade bendita de ser feliz para sempre. Quem não quiser morar no coração do outro, perderá a oportunidade de ser feliz, ao menos, por alguns instantes. Quando nele entrar, isto é, se lhe for dada essa oportunidade, feche cuidadosamente a porta, ponha a travanca mais forte, mais segura, e acalme-se, simplesmente! Pois tudo isso são o resultado de sonhos em eternas noites emolduradas de amor e paz.

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