Arquivo de abril, 2014

ILUSOES

quinta-feira, abril 24th, 2014

Caíram por terra minhas emoções quando notei que meus sonhos não mais me diziam o que eu queria. Larguei cadernos, livros, gramáticas, dicionários e adotei, para sempre junta a mim, a borracha com que posso apagar os versos que já escrevi. Posso alterar também minhas ilusões quando eu sentir que o caminho pelo qual ando só tem espinho.

BRINQUEDOS DE ONTEM E DE HOJE

terça-feira, abril 22nd, 2014

Quando caio me levanto e bato a poeira rapidamente para não perceberem que fui frágil na subida ou na descida do monte. Durante anos fui criança que só pensava em brincar, sair pelos matos em busca de ninho com ovos ou filhotes. Brincava também com carrinhos feitos por mim mesmo. Eram rústicos, mal acabados, mas me custavam horas a fio para construí-los. Minha mãe e meu pai davam sempre um jeito quando eu queria uma tábua para fabricar um carro. Às vezes, desmontava-se um caixote de utilidade para retirar uma peça de madeira para fabricar a carroceria de um “minhão”.

Meus caminhões tinham a marca da montadora Mercedes Bens. Eram fortes e resistentes. Carregavam mais peso. O eixo era reforçado e por isso tinha mais força também. Um dia, carreguei-o de pedra (Pedrinhas pequenas) e só depois notei que tinha quebrado um feixe de mola. O carro ficou penso, tinha um lado mais baixo que o outro. Meus amigos falavam mal dele e diziam que a minha frota de carros estava velha e acabada. Eu não gostava disso nenhum pouco e ficava zangado. Fazia de conta que não ouvia. Mas eles eram chatos e persistentes: repetiam sempre a mesma coisa.

Certo dia, chegou à minha casa – bem cedinho da manhã – Pedro Ciana. Ele queria que eu fizesse uma hélice para um avião monomotor que ele mesmo estava fabricando. O aviãozinho era bem feito, bem lixado, bem acabado. Eu fiquei encantado quando o vi. Parecia muito com um avião de verdade. Lá vou eu lhe perguntar se me vendia. A resposta foi não! Fiquei doente. Eu queria aquele aeroplano de qualquer jeito, mas ainda não sabia o que fazer para convencê-lo a vender-me.

Falei com meu pai sobre o avião por que me apaixonei. Com o passar do tempo ele foi largando a tinta e perdendo a graça. E somente quando estava todo detonado, veio me oferecer meu amigo. Não estou mais interessado, respondi com sarcasmo e ele não gostou. Minha mãe comentou com meu pai que eu estava desejando o brinquedo alheio. Esse menino está ficando invejoso, Luiz, fale com ele sobre isso. Eu escutava tudo acocorado no oitão da casa. Quando entrei meu pai temperou a guelra avisando que estava ali. Aí eu fiz ouvido de mercador. Fui direto ao quarto onde dormíamos. Minha rede não estava no lugar. Não pude deitar-me um pouquinho. Minha irmã tinha lavado, e estava secando no sol, estendida nos bancos de areia do rio. Eu adormeci na rede de minha mãe. Acordei às cinco horas da tarde por mamãe me chamar, lembrando-me que era quase noite.

No dia seguinte acordei cedo para afiar o facão, pois tinha um par de rodas para fazer ainda pela manhã, que, à tarde, deveria estar pronto.

Eu ficava horas e horas engendrando modelos novos e cada um que surgia, era motivo de preferência dos amigos. A garotada queria muitos carros e eu não tinha como fazer. Faltavam-me ferramentas como: serrote, prego de todos os tamanhos, alicate e martelo. O velho facão da cozinha de minha mãe era a única ferramenta de que eu dispunha e mesmo assim muitos carrinhos foram feitos. Eu deveria ter guardado um deles para mostrar aos meus netinhos como eram os brinquedos daquela época. Aposto que brinquei mais do que as crianças de hoje.

Agora, os brinquedos são celulares sofisticados e de última geração cuja tecnologia assusta até mesmo as pessoas mais bem informadas. Eu mesmo encontro dificuldade em manuseá-los.

Qualquer criança de hoje sabe mexer com eficiência e rapidez nessas máquinas de múltiplo uso. Trata-se de um computador em miniatura. Seus operadores são nada mais nada menos que nossos netos de cinco anos de idade. Eles dominam com maestria esses engenhosos sistemas. Aliás, essas crianças serão os responsáveis pelo futuro da tecnologia no mundo. Eu cheguei a tempo de ver a tecnologia pulando pelos ares e trazendo eficiência e rapidez nos serviços.

O homem do século XXI tem praticidade em tudo. Televisão e celular são aparelhos que podem ser usados por qualquer pessoa. Seus fabricantes, como Jobs, avançaram tanto nas pesquisas que seus inventos são muito fáceis de manipular. A maioria das pessoas sabe usar um aparelho celular dos mais modernos. E graças a essa parafernália de inventos, podemos dizer que estamos no século da velocidade. Quanto mais modernidade e tecnologia, mais rapidez na execução dos projetos que é um imperativo dos governantes. A tecnologia veio no tempo certo.

DISTINTO

sexta-feira, abril 18th, 2014

Linda, sensual e feminina são atributos intrínsecos de uma estrela!
Urge que seja muito mais que isso!
Cabe a mim apontar tão-somente a parte boa de seu frenesi
Independentemente do que eu ainda possa acrescentar.
A bela solitária é, sem dúvida, uma fonte interminável de inspiração para um poeta.

Mesmo sem desatar da blusa, o nó,
Entendi que vestida ou nua de seus devaneios
Não me pouparia do sofrimento e da insegurança.
Digo que não sucumbi porque segui – a duras penas – em busca de alívio.
E onde encontrar a resposta pela qual procuro,
Se há dúvida no que faz pelo distinto?

PERGUNTAS NUNCA FEITAS E RESPOSTAS NUNCA DITAS

domingo, abril 13th, 2014

Quem diz que não chora uma despedida nunca amou na vida! Pode até não derramar lágrimas, porém por dentro há uma revolução de ansiedade, de perda e de desconforto incontroláveis. Pensa-se, por alguns momentos, no que fazer para amenizar o sofrimento que é insuportável. É uma sensação tão desagradável que somente a pessoa que ficou – no outro lado da vila – preencheria o vazio que entorta a vida do outro.

Sente-se na pele que alguma coisa não foi feita correta, que faltou diálogo de ambos os lados, quando na verdade esse erro não é só de um e sim, dos dois. É mister que cada um saiba que é parte integrante da vida do outro e há muita gente a par do relacionamento. Familiares como pais, irmãos, tios, parentes e amigos estão envolvidos direta ou diretamente nessa relação. E tem-se que dá satisfação a cada um deles.

Os laços de amizades são difíceis de desfazerem, mas também há necessidade de uma análise mais acurada para se saber o que houve e por onde começar sua restauração. Isto é, o motivo que levou o casal a encerrar a amizade que duraram meses ou anos.

Pessoas insatisfeitas observam tudo às ocultas atrás de explicação e em muitos casos demonstram desgosto pelo ocorrido. Há de se convir que não se queira comentar o que aconteceu, mais por uma questão de ética, com o que eu concordo. Contudo, há sempre quem aponte responsabilizando só numa das partes.

Pensando bem, uma relação não se acabaria tão facilmente porque quando há tolerância não se diz adeus para ninguém. E quando as pessoas são adultas ou até mesmo idosas, esperar-se-ia mais compreensão e respeito às famílias, mormente às da relação. Deveria dar-se um jeitinho – não o jeitinho brasileiro – não obstante, evitasse o casal o famoso vai e vem (Termina, começa), pois é por aí que tem início o desgaste.

Entendo que sem motivo não se brigaria com a pessoa mais querida de nossa vida. Precisa-se, pois, de uma companhia seja ela feia ou bonita; não podem as pessoas idosas viverem como adolescentes, discutindo e esmurrando-se ou se bicando como galo de briga numa rinha. Eu não quero isso para mim nem para minha companheira. Se a amo, quero-a também feliz, sem as marcas da insatisfação. Só que quando um casal discute há razões para tal embora também falte tolerância.

Vê-se, entrementes, que há muito que conversarem e não se sabe por que motivo deixaram passar a oportunidade de perguntarem o que incomoda a cada uma das partes. Por isso também deixaram de ter a resposta das perguntas que nunca tiveram coragem de fazer. E por quê? Certamente porque já se conhecem muito bem e se respeitam. E daí surge as perguntas nunca feitas e as respostas nunca ditas.

Agindo assim o orgulho enterra impiedosamente as oportunidades que se tem para falar de felicidade. Não feche as portas nem as janelas por onde podem entrar respostas e soluções de coisas mal definidas. Saiba que suas ações diante da pessoa amada são responsáveis pelo insucesso de uma vida feliz e digna.

Todas as pessoas sonham em ser felizes. Eu e você, caro leitor, não somos diferentes. O ser humano é carente por natureza, pois quem entender o contrário encontrará muita dificuldade em fazer alguém feliz.

PERGUNTAS NUNCA FEITAS E RESPOSTA NUNCA DITAS

domingo, abril 13th, 2014

Abraços

Luiz

FELICIDADE

quarta-feira, abril 2nd, 2014

NUNCA DEIXEMOS DE SER FELIZES POR CAUSA DE RELIGIÃO OU DE FAMÍLIA. A FELICIDADE É PERMISSÃO DE DEUS. TODAS AS PESSOAS QUEREM TÊ-LA NEM QUE SEJA POR ALGUNS MOMENTOS. SÓ SEREMOS FELIZES – E PARA SEMPRE – QUANDO CHEGARMOS À PERFEIÇÃO. MAS DEMORA PARA ACONTECER. O ESTADO DE CRESCIMENTO EM QUE NOS ENCONTRAMOS, NÃO PERMITE QUE SEJAMOS FELIZES POR MUITO TEMPO A NÃO SER POR PERÍODO LIMITADO. APROVEITEMOS, POIS, ESSE ESTADO DE FELICIDADE NEM QUE SEJA POR ALGUNS SEGUNDOS, PORQUE VALE A PENA.

Luiz

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