Arquivo de maio, 2014

PRIMAVERA GERMÂNICA

terça-feira, maio 27th, 2014

Detesto pensar que o que nunca tive, seja também o que nunca terei. No pequeno lugar de onde vim, floresceram orquídeas daquelas lindas, capricho da própria natureza. Com sua singeleza enfeitam jarros e arranjos e onde quer que estejam serão sempre chamadas de orquídeas, a flor das rosas raras. Quando acordam de saudade dos idos de sua infância, oram, meditam e até escrevem coisas aparentemente simples, mas que vêm do fundo do coração. Ao despertarem alegres e encantadoras, sentem na ponta da língua o doce de chocolate amargo que vicia a euforia. Quão bom seria que carregassem em suas próprias mãos, como fazem as abelhas, o pólen de vida eterna. Refiro-me a uma das orquídeas que brotaram do caule das árvores mais nobres de minha terra. O que dias atrás lhe causou medo, hoje produz sensação de bem estar sem nenhum dano significativo, a não ser a confortável inovação que a vida lhe proporciona. E não foi medo, assevera, porém a vontade de “agredir” um coração, apertando-o suavemente. Por esse motivo senti-me atordoado e como parte integrante desse pomar deixei polinizar-me. Só assim acreditaria que a noite é de fato uma criança em cueiros e manjedoura.

Ah! Eu estou aturdido, mas me sinto forte como titãs! Não quero subir ao céu para pegar a Júpiter, mas sim, para sentir de perto um sorriso, um olhar, tocar em delicadas mãos em trajes de gala. Cada minuto que passa é um século. E enquanto os instintos não fluem, contam-se histórias da pequena cidade cujo povo respira letras, rimas e poesia! Ali, os casais de namorados quase que diariamente sobem e descem o morro do Cristo Redentor. Pela manhã, à tarde ou ao escurecer, enfileiram-se para ver a Serra da Ibiapada azular de cansaço e pedir pelo amor de Deus que a noite chegue mais rápida para saborearem o doce mais doce da vida.

Risos e gargalhadas se espalham pelos ares; o perfume das moças revigora a libido de seus parceiros. A sublime arte de namorar é envolvente e dificulta a volta à casa paterna. A Noite não avisa a hora para não ficar só, pois quanto mais tempo lá estiverem os casais, de mais brilho e romantismo ela se enfeitará. Já fiz esse personagem tempos atrás e tenderia a fazer outra vez se a musa que me inspira não postergar minha intenção. O cair da tarde no morro do Cristo de minha linda e adorável Ipueiras, é deslumbrante. Na próxima visita ao santuário quero que a serra esteja bem mais azul, muito mais do que nos dias de minha infância. Assim eu tenho a certeza de que os ventos vão e voltam mais soltos, menos uivantes e de brisa mais suave.

Como não acreditar em milagres se somos católicos apostólicos romanos! Eu acredito e a Doutrina Espírita confirma que nada acontece por acaso. Eu sinceramente aprovo. Se isso é verdade, por que não acreditar também no impossível, e até no imaginário? Quando acordei hoje já passava das oito horas da manhã. O jornal nacional estava quase terminando e ainda pude ouvir algumas notícias internacionais, principalmente sobre Criméia. Mas o dia de segunda feira estava de olho em mim, bem aceso, com sol lindo e argentino; cheguei a pensar que ele me traria boas energias. Sem titubear orei intensamente como nunca fiz na vida! Pedi aos deuses que me acolitassem na subida do monte Olímpio. Eu tenho crido imaculadamente neles porque me sublimam nessa tarde, promovendo-me interlocutor de um diálogo primoroso, recheado de doces palavras e veias líricas.

Insisto em dizer que quanto mais experiência tiver, melhor será o desempenho em diversas atividades. É sabido também que cada pessoa que passa por nossa vida deixa um pedacinho de si e leva também outra porção de nós. Esse ente é, sem dúvida, um enviado de Deus que traz ensinamentos e ideias novas. Qualquer um que pisar no solo de nossas emoções deixará seu rastro. E sendo criativo muda o caminho a ser percorrido e novos horizontes surgirão porque as atitudes novas curam mazelas nunca saradas. A fé quando vestida de humildade, respeito e tolerância imuniza cidades inteiras, devolvendo-nos a esperança de vivermos felizes com pessoas até então desconhecidas.

Maria de Fátima, Maria da Penha, Maria de Jesus ou Darci Maria, não importa quantas Maria existem no mundo, não obstante haverá uma única Maria ou um único José que mexe com nossas estruturas emocionais e dita regras de competência no amor, sobrepujando nossas nunca avaliadas carências. Esse estado prazeroso está dentro de cada um. Muitos de nós nunca viveram essa experiência, mas ainda acreditam seriamente no amor. E quem nunca foi feliz ainda tem o direito de ser. O príncipe ou a princesa encantada pode morar longe, no outro lado da cidade, no velho continente europeu ou ainda numa das Américas. Quem sabe, na Alemanha!

Aí está o grande segredo do amor. Cada um tem seus encantos e seus atrativos. Enquanto a presa desfila pelas savanas, aproxima-se o grande dia do caçador incansável. E mais segredo ainda existe já que os encantos de uma pessoa não são os mesmos observados e sentidos por outra. Cabe então aqui o adágio popular: “para cada sapato velho tem um pé”. Uns adoram pessoas magras, outros gostam das fofinhas, (para não chamar de gordas) e há ainda os que observam o índice de intelectualidade da pessoa vislumbrada; outros tantos grifam de amarelo quem tem bens materiais, dinheiro, vida social, etc.

Rio sempre, mas observo com nítida clareza coisas engraçadas como por exemplo: quando alguns estão rindo, outros estão chorando; quando a maioria se beija há sempre quem não experimente esse lado gostoso da vida. A diversidade de gostos e pensamentos é enorme; os que não se beijam não são menos felizes; e os que não se abraçam não significa dizer que não sentem o calor do outro. Nem todos que cantam têm voz e nem todos que silenciam são surdos.

Infelizmente, não se sabe como agradar a gregos e troianos se cada pessoa é uma individualidade, e consequentemente tem gostos e perspectivas de vida diferentes. Supõe-se que as mulheres inteligentes não fazem bom uso de suas potencialidades porque quase todas, na hora do triunfo, têm comportamento semelhante, sejam analfabetas ou intelectuais. Ademais, o sentimento que inflama doçura, excitará também um gesto de recusa. Mas de uma coisa tem-se certeza absoluta: todos querem sentir-se amados. E quando a recíproca é verdadeira os guerreiros bradam de satisfação mútua.

Agora tenho fé e esperança que gritos sejam ouvidos à distância. Não sou leiloeiro de coração, contudo ponho à exposição relíquias raras como a verdade, a sinceridade e o amor em sua dimensão maior. Um coração não pode ser leiloado por qualquer preço, visto que é uma raridade. Só as pessoas que o conhecem bem devem comprá-lo não por dinheiro, mas por amor e comprometimento recíprocos.

AMOR, DECÊNCIA E ENSINAMENTO

sexta-feira, maio 23rd, 2014

luizalpiano@hotmail.com

Meu Deus, daqui a 20 anos, onde estarei mesmo? Carrego sobre minhas frágeis pernas um corpo de quase 90 kg. Meus joelhos estão doloridos, panturrilhas também; meu corpo dói; meus neurônios não funcionam mais corretamente e minha visão física se deteriora significativamente a cada dia que passa.

Os projetos que elaborei durante minha juventude pouquíssimos foram executados. Os sonhos de jovem também escorregaram pelas geleiras da pobreza e se perderam nos oceanos em que nunca naveguei. As tristeza e as alegrias de até então, continuam. Sendo que essas são muito menos que aquelas. As chamadas boas oportunidades que se me apresentaram até aqui, foram todas criadas por mim mesmo. Ninguém pegou em minha mão para me tirar do pequeno berço onde nasci. Parece-me que meu cérebro nunca foi infantil. Ele sempre pensou como adulto e me indicou caminhos. Segui-os! Mas havia sempre uma pedra no meio do caminho para ser removida e muitas vezes não consegui empurrá-la para as margens da estrada. Só fiz o de que minhas forças eram capazes.

O sonho de engenheiro ou de piloto da Força Aérea ou de médico foram de água abaixo! E como eu era muito pequeno em todos os aspectos, contentei-me com o pouco dado por Deus que sempre é muito. Ele ensinou-me a ser humilde de coração e certo dia disse-me que as coisas que não servem mais para uns, são úteis para outros. E então adquiri a sensibilidade e a humildade que muito desperdiçaram; vesti-me de roupas simples largadas nas lixeiras de minha simples condição financeira; calcei alparcas por muitos usadas e me alimentei de comidas rejeitadas nas mesas da vida.

A maior descoberta que fiz em toda minha vida foi continuar vivo e abraçar o próximo nos momentos mais difíceis de sua vida. Incentivar a prática de ações humanitárias e defende-lo dentro de suas limitações é ato nobre de cidadania. Não estamos aqui para acumularmos tesouros, porém, para trabalharmos incansavelmente em busca de outras riquezas como o amor em sua plenitude maior e a dignidade do ser humano.

No caminho por onde andei para chegar até aqui, há curvas e retas, subidas e descidas ofegantes, mas em nenhum momento pensei em desistir. Ensinamentos aparentemente pequenos como o respeito às pessoas e o uso das gentilezas: por favor, com licença, obrigado, bom dia, boa tarde e boa noite são princípios de educação que só famílias bem estruturadas religiosamente souberam valorizar, repassando-as aos seus educandos.

Eu tive o privilégio de ter nascido numa dessas famílias que se importavam com o futuro e com a decência da sociedade. Os homens que de lá partiam, eram respeitosas, sérios e honestos, incapazes, pois, de se adaptarem à sociedade em que vivemos. Tal modelo de educação não mais vige nos dias do século XXI. Essas práticas lecionei aos meus filhos que por sua vez estão repassando para meus netos que dentro em breve serão homens. O debute dessas criaturas na sociedade tem que ser primoroso embora as atuais práticas educacionais contrariem os homens de bons costumes que ainda existem.

Ficaram para traz, mas bem distante mesmo, as gentilezas a que me referi há pouco. Caso um pai, nos dias de hoje, cobre de seu filho o uso delas, será motivo de gozação. Exacerbados tornam-se os comentários quando o assunto gira em torno de práticas conceituais. Mas foi assim que me ensinaram ser o homem que sou: educado, gentil e honesto. Mas o maior bem que recebi de meus pais foi o amor ao próximo. A partir daí os outros predicados que fazem parte da cultura e da educação, fluíram naturalmente porque a base estava feita. Eu sou tudo isso: Amor, decência e ensinamento.

GUAPO!

quinta-feira, maio 8th, 2014

Gente como você, que é muito especial, encanta-me durante o dia, e, à noite, desperta-me como de propósito para eu sentir mais saudade.

E me trazem prazer os seus olhos que estão sempre brilhando como uma estrela que nunca se apaga, mas que está atenta, vigiando tudo em sua volta no centro do universo.

Não me deixam sossegar um só minuto suas ações de mulher de nomeada que no meio da multidão quase incansável grita: guapo!

Esse sorriso que tanto faz ser de noite quanto de dia, me renova as esperanças que ainda existem.

Digo-lhe, com todas as letras, que ainda continuo à espera da borboleta azul, porque quando a gente ama não se engana. Tenho a certeza de que ela virá para polinizar os sonhos de cupido onde o amor é a instância maior.

Introspectivo, às vezes, sinto-me, só porque insisti tanto e não consegui mover a pedra do moinho que me traria água cristalina para o resto da vida. Mas eu não descansarei enquanto não caminhar por entre os jardins imperiais de nossa Corte.

O Mestre, o Messias, haverá de me ensinar por quais caminhos andarei para chegar às margens do rio que me leva ao oceano de sua imaculada beleza. Sua juventude indelevelmente feminina penetra assaz em meu coração, provocando um clarão de bem estar por mim nunca antes vivido.

Tenho a impressão de que estou sonhando, pois quando me lembro de dias tão abundantes em rimas de amor, eu não levava a sério a metrificação dos versos já que eram divinamente brancos em minha poesia.

Ei! Não se faça de esquecida! Lutaremos ombro a ombro por um cantinho no paraíso que um dia foi tão lindo e hoje dissipa-se nas longas distâncias da vida.

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terça-feira, maio 6th, 2014

descontração em meu ap´.

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