Arquivo de setembro, 2014

A BELEZA DAS FLORES

terça-feira, setembro 23rd, 2014

Atrás dessa pequena flor tinha uma garotinha de mais ou menos seis anos de idade. Impulsionada pelo vento de primavera, a flor rolava na calçada de meu prédio. Aquela pequena criatura – acompanhada de sua mãe – não conseguia pegá-la. O vento parecia zombar de seus esforços, jogava a flor para todos os lados da calçada. Vendo aquele sacrifício, e cheio de vontade de ajudar como me ensinaram meus pais, alcancei a flor de catharanthus roseus, perseguida pela criança. Mas, quando a apanhei, num gesto aparentemente de medo, ela correu e acompanhou a senhora com quem andava. Parecia assustada! Olhava para traz de vez em quando como se tivesse perdido uma coisa muito valiosa, mas eu queria devolver-lha! Não houve como fazê-lo mais, pois mãe e filha dobraram a esquina da Rua Visconde do Rio Branco. Entrei no prédio onde resido com uma sensação desagradabilíssima de não ter dado a rosa para aquela garota. Olhei-a calmamente. Pu-la sobre a mesa, e, num clique fotografei-a.

O que será que uma criança vê numa flor? Há de se pensar que ambas são puras, imaculadas. Essa, pela beleza de seu formato e cores variadas, é admirada por todas as pessoas sensíveis; aquela, pela singeleza e simplicidade do ser, é tida como o símbolo de Jesus, que sem dúvida não se discute sua pureza.

Ah! Que as flores falassem! Se elas falassem, ouvir-se-iam lindos poemas de amor, declaração de pura intimidade, poesias dos mais variados estilos e juras de amor eterno para todos os séculos e séculos! As flores não falam, mas são vivas, sensíveis e, emudecidas, guardam segredos invioláveis.

Se eu não fosse pai, possivelmente, pouca importância teria dado àquele quadro de tão rara beleza. Emocionei-me e decidi escrever alguma coisa que falasse de crianças; não só das de tenra idade, mas também daquelas que já viveram muito. Qualquer pessoa se emociona com episódios como o de uma flor rolando numa calçada e outra correndo para alcançá-la.

Quando se olha nos olhos de uma criança veem-se diferentes filosofias e fazem-se variadas interpretações no contexto da existência humana. Quando ela sorrir, expõe um conjunto de belezas que para muitos não passa de um sorriso, contundo, para outros, e principalmente para a mãe, é uma linguagem beatífica. As mães são criaturas privilegiadas nesse aspecto, pois da criança elas colhem toda uma leitura de sentimentos jamais vividos por outras pessoas. As mães aprendem valiosas lições com o bebê no colo. E com as rosas a diferença está no silêncio porque elas não falam, não riem nem choram como nós. As flores têm como meio de comunicação seu formato, suas cores e seu perfume. Mas a criança vive tão pertinho de Deus que só admira as coisas do céu. E note-se que ela chegou de lá recentemente. As lembranças do céu são tão aguçadas que – em alguns momentos – conversa sozinha com os seus amiguinhos que ficaram do outro lado. Os pais pensam que as crianças estão simplesmente brincando de boneca; na verdade elas não estão a sós; e conversam mesmo com seus parentes de outro plano.

As flores e as rosas são uma extensão das coisas divinas. Por que Deus as criou tão lindas e maravilhosas? Ele, O Mestre, sabia que para a terra iria enviar outros seres que com os quais casariam a simplicidade e a pureza de espírito. Não é a toa que as crianças se identificam com a natureza. E esses irmãozinhos, das mais variadas idades e pureza ilibada, são os chamados pobres de espíritos que se sensibilizam com as flores e querem-nas para si sempre.

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EU TENHO MEDO

terça-feira, setembro 9th, 2014

EU TENHO MEDO DE ALMA!
PRINCIPALMENTE DA QUE ME AMEDRONTA!
EU TENHO MEDO…

BEM, EU TENHO MEDO! MEDO MESMO!
AH! MEDO DE ALMA QUE ME AMEAÇA.

E DAQUELA FEIA, SEM OLHOS E SEM JAÇA,
SEM CABELO E SEM A BELEZA FÍSICA NÃO TENHO MUITO MEDO.

EU TENHO MEDO DE ALMA VIVA QUE ME AMEDRONTA.
DESSAS SIM, EU TENHO MEDO PORQUE ELAS AINDA FALAM,
XINGAM E ME APRONTAM SEVERAS LESÕES MORAIS.

EU TENHO MEDO DE TER MEDO
QUANDO PENSO QUE NADA ME FAZ MEDO!

COMO PENSO

segunda-feira, setembro 1st, 2014

EU TENHO MEDO

segunda-feira, setembro 1st, 2014

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