Arquivo de abril, 2016

ACRÓSTICO DA SAUDADE

sábado, abril 9th, 2016

 

 

Faz tempo, bastante tempo, e ainda não me esqueci…

Raiava o sol e teu pai nos pegava lendo, estudando.

Ah! Que delícia, que lembranças doces de nossa infância!…

Não era mentira que éramos parentes e verdadeiros irmãos.

Cuidávamos de nossa cultura só para nossos filhos no futuro.

Insistíamos em que fôssemos mais aplicados e mais estudiosos.

Se assim não fosse nunca chegaríamos ao ápice da pirâmide.

Como saberia eu que hoje estaria escrevendo este poema?

Oh meu amigo, onde estarás tu que não falas e não me respondes?

 

Haverei de pedir a Deus que bem de ti cuide.

E te tome nos braços como um menino, como uma criança!

Razão pela qual de nós Ele sabe tudo.

Cuido de mim para não chorar tanto porque sei que estás bem.

Urge que te envolvas logo nos cantos e nas vozes angelicais do novo mundo.

Lembrei-me de que somos compadres e certamente o faremos até o fim dos séculos.

A noite só é escura para os cegos! Tu não és cego! A palavra de Deus te conduz.

Nobre atitude de respeito mútuo que até aqui nos uniu como diletos amigos.

Oro, em meus aposentos, para sentires o Senhor mais perto de ti.

 

Deixa na lixeira teus erros e angústias e leva contigo o amor e a paz para sempre.

Essa caminhada – ao meu ver – é o mais nobre de todos os sacrifícios.

 

Oxalá, não temas, pois isso te faz seguro e destemeroso.

Lembra-te de teus pais que lá te esperam felizes e de braços abertos.

Insisto em ti dizer que estás voltando para a casa paterna. Que maravilha!

Verás – dentro em breve – que aí é bem melhor do que aqui!

É justo que os que ficam estão insatisfeitos, mas os que vão não se arrependerão.

Inda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse amor

Realmente seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor. Dos três, só sobra o amor!

 

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