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CIGARRA ROUCA

terça-feira, agosto 29th, 2006

 

CIGARRA ROUCA

 

Cantaste até ficar rouca

Que teu prazer em segredo

Banhou-me de desejo o rosto.

 

Não te sufoquei o canto,

Deixei a lira tocar

Meu poemeto de amor!

 

Sou bandoleiro nato,

Não durmo cedo, nem tarde;

Não pasmes,

Que sou faminto de beijo.

Vem, abraça-me!

 

Nutri-me de doces folguedos,

Sem pensar que te perdia

Logo após meu despertar.

Curvei-me para a carícia,

Que não foi correspondida,

Que teu sussurro em pedaços

Me esmaeceu e chorei.

 

Acordado a noite inteira,

Não fiz barulho, acalmei-me.

 

Ontem foi melhor que hoje.

Quem nos deu milhões de dias

Jura que nunca teria

Um adeus entre nós dois! (Luiz Viana).

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