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ATRITOS

sexta-feira, julho 1st, 2011

Texto de Roberto Crema

Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros. Simples, mas profundo, preciso.

É nos relacionamentos que nos transformamos. Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz? As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato. Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado. Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas. Faz parte… Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência. Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.

Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos. Os seres de grande valor percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores…

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grande sem valor. Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor… Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor. Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar… Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar. Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins. Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e… os superando. Ora, esse sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento… E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final: ATRITE-SE! Não existe outra forma de descobrir o amor. E sem ele a vida não tem significado.

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CAMINHO DE UM CORAÇÃO APAIXONADO

sexta-feira, julho 1st, 2011

CAMINHO DE UM CORAÇÃO APAIXONAD

 

Por Genedite Rodrigues Torres

Caminho pela estrada fria, na penumbra de uma tarde solitária, onde a lua calada aparece disfarçada.  E só agora vejo que o sol já se foi…

Nesse instante sinto algo diferente bater no meu peito: então, eu acelero o carro e meu coração descompassa mais uma vez. Estou pensando nele…

Um dia ele veio e logo se foi… Nem se deixou olhar para o horizonte onde todas as tardes o sol se esconde… Hoje revivo às lembranças de um amor mal acabado que nem sequer  começou…

Estou pensativa, debruçada sobre a janela onde somente uma grade nos separa, e mesmo assim não impede que dele eu desvie meu olhar triste e esperançoso.  Ele se esvai…

Não quero perder o brilho do amor em meio à escuridão enfadonha que me amedronta tanto; quero de volta a luz que tinha minha estrela solar, que brilhava em meu jardim cheio de flores.

E agora, meu Deus, o que fazer com tanta recordação, se parou de sorrir meu coração? Deixe que nesta estrada eu nunca chegue ao fim! Quero alongar-me, e quem sabe, alcançar, pelo menos, um raio do sol que tirou de mim.

Se tudo que vejo faz parte dele, tudo dele é parte de mim… Um pedacinho disto e outro daquilo, sou mesmo uma partícula dos poemas dele! Sou uma pontinha do raio que dele parte e espalha amor.

Um dia serei capaz de não ocultar nada das coisas que vêm do coração. Anunciarei também para todos a chegada do cometa que cruza o céu e inspira os casais apaixonados; contagiar, com o poder do amor que há em mim sem deixar de ser feliz e de ser a estrela maior, o homem que me faz o coração tremer. Vezes há que de tanto amar, cresce o ciúme pela amplidão que esta luz tem no infinito.

Desejaria estar no alto de uma montanha e de lá olhar os que trafegam pela estrada da vida que me parece sem fim… Agora sou eu mesma que ando a passos largos em busca do chamado amor eterno, daquele sem medida, com que tanto sonhei quando ainda era menina.

Vem, amor! Vem para mim! Ou deixe que eu vá até você, seja onde for… Pode ser à beira de um lago, numa praia, num pomar, – ou quem sabe -, no mais profundo abismo… O que eu quero, sem remissão, é encontrá-lo e deixá-lo me embalar pelo seu amor; que seus lábios como um pincel de ouro, desenhe no meu corpo suado, seu coração.

O POEMA QUE NÃO TINHA ESCRITO…

sexta-feira, junho 24th, 2011

O POEMA QUE NÃO TINHA ESCRITO…

Texto de Luiz Alpiano Viana

Eu não me aborreço com você e nisso jamais pensaria!

Quando lhe escrevo alguma coisa, faço-a rindo,
porque enquanto digito as palavrinhas,
me volto para seu jeitinho sacana de mulher danada!

Até parece que estou vendo seu sorriso se despejando por sobre si mesma.

Se eu soubesse que ao ler esse texto se empanturraria,
eu pediria aos meninos do coro de São Bento
que lhe cantassem uma cançãozinha para menina danada dormir…

Aí, sim, eu lhe poria na cama,
colocar-lhe-ia um travesseirinho macio, por mim mesmo perfumado,
e, um cobertor humano a envolveria.

Com o pincel de meus lábios pintaria seu corpo inteiro. E que as marcas aí deixadas fossem eternas para daqui alguns séculos, saibam os novos humanos, que eu a beijei apaixonadamente.

Acordar-lhe-ia, somente de madrugada, quando as estrelas estão mais acesas e mais brilhantes, para fazer-lhe o mais íntimo dos carinhos: aquele que os casais não dispensam quando se amam.

BILHETINHO

sexta-feira, junho 17th, 2011

BILHETINHO

Texto de Luiz Alpiano Viana

Oi menina!

Senti saudade!

Fui fazer caminhada e durante o exercício senti sua falta. Lembrei-me de ter-me falado que ficou um tempão sem usar soutien e sem pentear os cabelos. Confesso que ri sozinho!

Algumas pessoas que comigo cruzavam, notavam que eu ria. Certamente elas me julgaram um louco ou coisa assim parecida! Não sabem elas que eu estava me lembrando, e com saudade, de uma pessoa muito especial! Nem liguei para elas. – Pensem o que quiserem – resmunguei!

Eu gostaria de saber se durante sua viagem, mesmo dirigindo, lembrou-se de nossos momentos! Eu penso que sim. E tenho absoluta certeza que também deu aquele sorriso!

Não me programei para estar com você durante esse passeio. Seria maravilhoso senti-la pertinho, olhando nos seus olhos, admirando sua beleza feminina.

Seu perfume tomou conta de meus passos e estimulou-me a fazer uma poesia em sua homenagem. O poema não saiu, porém este Bilhete foi o que pôde ser feito de imediato. Noutra oportunidade faremos rimas de amor, juntinhos, com o olho no luar!

Espero que volte logo, pois já estou com saudade e sinto vontade de vê-la com aquele jeito de fêmea que só você tem. Pensa, menina, que não reparo todos esses detalhes em você?

É bom ter você na vida! Faz-me bem e me dá prazer! Muito prazer!

Eu gosto de você!

 

O NINHO

sábado, maio 28th, 2011

O NINHO

 

 

 

 

Texto de Luiz Alpiano Viana

 

Ninho é o lugar onde se recolhem e dormem os animais; vivenda construída pelas aves, por certos insetos e por alguns peixes para a postura dos ovos e criação dos filhos. E assim por diante.

Há de se convir que um ninho seja um lugar sagrado, um lar, uma casa onde seus usuários se recolhem para dormirem, descansarem e até mesmo para se amarem. Ele nos dá proteção e segurança quase que absoluta. Como sendo um ambiente inviolável e reservado ao descanso, a espécie humana costuma também chamá-lo de ninho dos amores. 

A final de contas quem não tem um ninho? Que seja simples e humilde, mas é um ninho! Pode ser improvisado de folhas de jornal, pedaços de papelão, galhos e folhas secas, e até penas de pássaros.

Já vimos, pois, alguns construídos nos galhos das árvores, na calçada, debaixo da ponte e até em lugares muito estranhos, como por exemplo: sobre os trilhos de uma ferrovia! Em qualquer lugar onde for erguido é o ninho do casal, dos namorados, dos pombinhos… Enfim, quem dele usufrui pode considerar-se dono. É aí onde começa uma amizade que pode terminar num grande relacionamento. Que se faça dele o melhor uso possível é um direito de cada um de nós e também dos outros animais.

Ah! Existe ninho que não tem cama, ar condicionado e muito menos um simples ventilador; há, sim, uma cadeira velha sem encosto, faltando-lhe uma perna, um colchão usado e empoeirado, um armário sem porta… O conforto que tem as luxuosas mansões e coberturas ainda não chegou por lá, mas mesmo assim chama-se de lar! Nele descansa-se e dorme-se; e os filhos que o Pai mandou, ali nasceram e cresceram fortes e robustos. Hoje eles são uma felicidade, todos são muito felizes!

No lugar onde os casais vivem e se amam, deveria ser confortável e nem sempre o é! Mas há momentos em que a escolha do conforto é dispensada porque no amor não existe luxo. O amor é uma energia que vem do Alto, emanada do Criador, que penetra em nossos corações, aliviando as angústias, os sofrimentos e as dores da alma. Essa corrente fluídica quando nos encontra receptivos, toma conta de nosso ser e nos leva à paz de espírito.

O ninho é o melhor lugar onde a gente fica, dorme e ama. À noite, quando chegam marido e mulher, recolhem-se com a intuição de que estão deveras seguros. Mesmo expostos ao sol e à chuva, alguns animais cuidam, com zelo, do ambiente em que vivem. E é nesse lugar onde os raios solares ou a sutileza poética da lua, unem seres que podem viver eternamente juntos, felizes e apaixonados.

Os que se amam sem mentira, que moram no coração um do outro, são inatingíveis pelas tempestades do ódio e do orgulho; as tristezas que se lhes abaterem são de origens tão frágeis que seu efeito é totalmente despercebido.

Um ninho bem cuidado, como o de João de Barro, tem as características de seu construtor, que com muito amor, por muito tempo ali viveu, deixou seu cheiro, aquela característica que só seu companheiro ou sua companheira têm.

Penas soltas estão por todos os cantos; pequenas peças de vestuários que foram largadas de propósito como recordação de momentos inesquecíveis; marcas  profundas da convivência a dois estão estampadas por toda parte. Os galhos secos que urdiram as paredes da casa ainda permanecem lá.

Aquele que se foi deveria retornar brevemente; o que ficou espera incansavelmente pela volta dos bons dias e das belas noites. O frio voltou e não mais há aquecedor que o combata. Pede o solitário que a noite termine e o frio que o castiga vá e não volte mais! Em situações parecidas, só a saudade fica para sempre no coração dos que se amam. E que saudade!

ÉTICA

sábado, abril 2nd, 2011

ÉTICA

 

 

Ética – (do grego êthos, costumes), ciência dos princípios da moral. – A “moral” designa, mais especificamente, a aplicação desses princípios nos atos particulares da vida. Essa é a definição encontrada no Dicionário da Filosofia.

 

A VOLTA

segunda-feira, março 21st, 2011

A VOLTA

Por Luiz Alpiano Viana

Saudade mata!

Quando a saudade não quer ir embora o sofrimento aumenta. Durante à noite nenhum dos dois consegue dormir, rolando de um lado para o outro sem encontrar um lugar seguro. Ainda pela manhã o sobrevivente lembra de tudo que se passou: e o que mais mata mesmo é a lembrança do carinho que cessou.

O sol da manhã lembra o café na mesa; um cão late e uiva pedindo um ossinho como presente de seu amo. Espreita toda a casa em busca de quem se foi que seu cheiro ficou impregnado no sofá, no piso, nas cadeiras, no colcão da cama.

Em cada noite de solidão um filme de horror passa na mente de cada um. Para aquele que ficou, resta um short verde e um azul do céu. As listras da saudade são azuis e brancas, intercaladas entre si. O cheiro da pele não desbota o desejo do amante à moda antiga.

Se saudade não mexesse tanto com o coração, certamente não existiria esse aconchego doce e não se sofreria tanto como fazem os casais que brigam por nada e perdem a companhia.

Por que se briga?

Seja lá como fôr, as brigas, em determinados momentos, até alimentam a relação e ainda  confirmam que o amor existe, está aceso, vivinho e pronto para atuar. Acredita-se que com o passar do tempo tudo volte à normalidade.

O amor resiste a muitas tempestades e só tem um fim porque os dois não sabem nevegar em altas tormentas. Pensam que têm experiência de sobra só porque já tiveram mais de um relacionamento. Pensam que que sabem lidar com assuntos relacionados com o coração. Mas coitadas, estão enganadas! Ainda não sabem mesmo! Terão que sofrer muito ainda com esse acaba e começa!

Não deveria existir paixão com tantas loucuras de amor. Poder-se-ia aceitá-las, até um certo ponto, mas não como compensação de desentendimentos tortos. O ciúme doentio que inventa discussão exagerada, seria de bom alvitre ser banido totalmente para evitar uma maldade, uma catrástrofe, uma separação indesejada!

O coração de quem ama tem experiência de dor, de calmaria, de tristeza e até de ódio. É por isso que depois das brigas acontece sempre um recomeço. Isso é o que contam os que já viveram situações de refazimento. Não vejo nada demais, pelo contrário, o amor tomou à frente de tudo e decidiram voltar…

VÓS MERCÊ!

domingo, março 20th, 2011

 

Estou indo devagar, mas vou…
Aonde quero chegar não sei se chegarei, todavia não desisto.
Nunca desistirei!

Até pensam que morri e como o fênix apareço,
e outra vez incomodo a quem já incomodei!
Se acredita em refazimento, não duvide, pois recomeço tudo outra vez!
 
Se não entende a mensagem, entenda, pelo menos meus dizeres:
Sou um simples humano que cogita um endereço!
– Diga-me, pois, que significa endereço – pergunta, na bucha, o interesseiro!
E eu, na bucha, também respondo: Vós mercê!

TOBY

sábado, fevereiro 26th, 2011

TOBY

 

TOBBY

 

Toby é um cão muito querido, vem da linhagem de poodle. Tanto as pessoas adultas quanto as crianças adoram-no.Poodle de origem!

Corre às léguas com medo de fogos de artifício! Debaixo da cama é o lugar preferido para se esconder. Até mesmo da explosão de uma simples bolinha de aniversário, tem medo. 

Na época das grandes chuvas, à noite, era um tormento. Quando o relâmpago abria que clareava todo o interior do quarto, ouvia-se, imediatamente o grunhindo delem como que estivesse pedindo socorro. De pé, com as patinhas dianteiras sobre o colchão, olhava para mim, fungava como quem pedisse pelo amor de Deus que se lhe colocasse num lugar seguro. Não era possível colocar um cão na cama, mas ele insistia como uma criança, daquelas melosas, que quer carinho, chamego e um ossinho para escovar os dentes. Eu não lhe permitiria isso. Seu pedido era rejeitado, até por que, se lhe fizesse uma vez, assim o seria para sempre. Já bastava a convivência que se tem com ele, mimado como um ser humano. As pessoas da casa são muito generosas, pois lhe dão todos os carinhos do mundo.

A cama onde dorme é um travesseiro com a aparência de um pequeno colchão de boneca. De um lado tem água à vontade, e, do outro, rações especiais em abundância. O estranho é que quando pega no sono ronca muito, e, muitas vezes, confunde-se seu ronco com o das pessoas que dormem no mesmo quarto.

Acordamos – quase sempre bem cedinho da manhã. Ele também desperta e já começa sua própria labuta que não é diferente da do dia anterior. Na cozinha, sob nossos olhares, acocora-se, de cara para cima espera que se lhe dê um petisco. Cheio de querer, não come do que a gente come! Logo se percebe que é muito exigente. Se se põe pão, não quer… Se lhe mostro um pedaço de maçã, também não… Acho que comeria pêra! Eu penso… E quando lhe mostro uma prova, simplesmente cheira, dá uns três fungados como se aquela comida estivesse estragada para seu estômago!

No banheiro, lá está, sentando nas patas traseiras, de frente para o aparelho sanitário, olhando-nos com a cara de cachorro desconfiado. Já pensou num cachorro seguindo nossos passos?

– Toby, eu não entendo por que rejeitas a comida dos humanos! Lembra-te que és um animal doméstico, e não, gente! Mas, diante de toda essa história de cão, mudei de opinião! O ser humano, em alguns momentos da vida, perde feio para ti em comportamento e doçura! Parabéns!

Não aprovo também nem um pouco quando desces e urinas os quatro pneus de meu carro. Se não sujares mais os pneus do carro, eu até te recompensarei: Dar-te-ei um pedaço de queijo no café da manhã! Combinado?

Os cães apenas não falam, mas, entendem tudo que a gente conversa, principalmente quando o assunto é sobre eles. O Toby é assim, entende tudo que se fala.

Ah! Eu te prometi uma caixinha de traques. Aquelas pequenas imitações de fogos de artifícios. E me parece que tiveste sorte! Não encontrei. Estou te devendo essa, embora eu saiba que não toleras tiros, explosões de traques, etc! Eu gostaria de te veres correndo assustado, sem um lugar para te esconderes. Morreria, eu, de rir!

Tu és medroso demais, Toby! Vê que não és mais um bebê! Dez anos de vida já se passaram, e ainda tens medo de trovão, relâmpagos? É providencial que cresças e amadureças. Não esqueças isso! Cuida-te. Não esperes só pelas sobras dos fartos!

DÊ-ME AS MÃOS

domingo, agosto 29th, 2010

 

 

 

Dê-me as mãos! Deixe-me tocá-las suave, delicada e demoradamente!

 

Arrepio-me quando estremece de desejos, e, quando olho em seus olhos o mundo vira e desvira como uma folha seca no ar. Num segundo, durante o beijo, meu coração dispara como um louco assustado. Procuro o chão e não acho.

 

Minha imaginação viaja pelas curvas do monte coberto de vegetação nativa. Seu perfume eu sinto em cada parada e me induz a vasculhar as veredas nunca antes exploradas.

 

Convide-me a ficar nem que seja como um inexperiente caçador de pedras preciosas. Correndo veloce morro acima, como um animal selvagem, dou-lhe um beijo aqui, um ali e outro acolá; nossas vestes nunca mais foram vestidas desde a primeira noite de nosso encontro à luz da lua!

 

Já bebi várias vezes nesse oásis de água cristalina. Incentive-me ir mais além, pois só quero ser feliz e nada mais.  

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