ROGO PELA PAZ

Texto de Luiz Alpiano Viana

 

Rogo para o ano novo amanhecer em paz; antes quero ver as borboletas azuis, o beija flor trinar e delicadamente beijar uma a uma das flores. Ele não se preocupa comigo! Voa, quando sente fome e na sede bebe do cálice doirado da natureza exuberante; olha o mundo lá do alto como fazem todos os pássaros.

Ah! Que eu fosse um deles. Eu iria aos mais lindos lugares do mundo e procuraria em todos os pomares minha rosa. Ela é diferente de todas. Ah! Que eu soubesse onde plantaram a flor mais vermelha de todas as rosas! Eu diria loucuras em verso; escreveria carinho, amor e ternura com os lábios umedecidos de desejos.

Dizem os mais sabidos do mundo que isso é coisa de poeta; nem sei o que são versos; de rima, pior ainda! A meu ver, ser poeta é viver eternamente apaixonado. Mesmo assim eu gostaria de ser um desses sujeitos que mexe com os sentimentos e enfeitiça de amor os corações dos namorados.

Ah que eu fosse mesmo um poeta!… Eu escreveria… Eu escreveria… Eu escreveria versos, faria poesias! Mandar-lhe-ia flores, aquelas de sua preferência, as que sempre desejou receber.

Nem mais sei onde mora e como chegarão as rosas? Onde encontrar a flor mais vermelha de meus escritos! Nem imagino para onde partiu! Sumiu! Não deixou endereço, nem recado, nem mesmo um bilhetinho na parede do quarto! Mas, para quê mesmo? Só para me matar de saudade? Eu não sei mais o que fazer com tanta saudade de você. Penso que o mundo é bem melhor sem eu ter que sentir saudade.

 

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